DIÁRIO DA FACULDADE

E o primeiro período já passou. Confesso que fiquei com receio, medo, nesta minha tentativa de retornar aos bancos escolares. Afinal voltar a faculdade depois de certo tempo parado e ainda viajar para Goiânia depois de um dia intenso de trabalho é um desafio dos maiores. Mas passados seis meses, concluído o 1º período e até sem necessidade de fazer provas finais (aluno aplicado, estudioso) posso fazer um balanço com saldo absolutamente positivo desta nova faceta de minha vida: o Célio universitário.
Lembro-me do primeiro dia de aula. O desafio inicial foi encarar como novos coleguinhas uma garotada com faixa etária de 18 a 25 anos. Não tenham dúvida que a distância inicial é inevitável, mas logo superada e hoje não sei se estou mais garoto ou se a turma amadureceu. Fato é que estamos eu e a garotada, plenamente entrosados na sala de aula, no intervalo, nos papos e se eu tivesse tempo e morasse em Goiânia até nas baladas.
Neste primeiro período tentei ser um aluno aplicadíssimo evitando faltas às aulas e ficando fantásticamente atento às explicações dos mestres. Como tenho muito pouco tempo para estudar em casa não tinha alternativa senão me tornar um CDF ( é assim que a garotada fala) em sala de aula. Mas, diga-se de passagem, um CDF divertido, alegre, sem aquela carranca de aluno chato, não um nerd, pelo contrário.
Mas só prestar atenção na aula não dá nota boa para ninguém. Então, como “ puta que não agüenta foda não vai pra zona” dá-lhe madrugadas e mais madrugadas estudando, além dos sábados e domingos. Chegava da faculdade, meia noite e dez, meia-noite e quinze, trancava-me num pequeno escritório que tenho em casa e estudava com afinco e feliz. Aos sábados e domingos a mesma coisa. Resultado: boas notas.
A viagem de Silvânia para Goiânia, excluindo os primeiros quinze dias quando fomos obrigados a viver uma verdadeira saga em virtude da péssima qualidade do ônibus, é muito legal. Agora o ônibus é confortável, o motorista é responsável e a turma é amiga.
Para mim o desafio maior e que ainda hoje me detona é enfrentar o transporte coletivo na capital. Como estudo nas Faculdades Alfa, na saída para Trindade, tenho que atravessar Goiânia no coletivo. São dois ônibus até chegar à faculdade. Isto é cruel, terrível, cansativo. Nos primeiros quinze dias fiquei apavorado. Tudo conspirava contra: não conhecia linhas, horários, itinerários, a loucura que é andar como se fosse sardinha dentro da lata, o medo da violência, a sujeira dos ônibus e dos terminais.
Agora, porém, vencido o primeiro período, ainda me chateia ter que enfrentar o transporte coletivo, mas já estou tirando de letra. Já sou um especialista neste quesito.
Na faculdade fiz novos amigos. Alguns, apesar do pouco tempo de convivência, já estão inclusos naquele seleto grupo dos que posso chamar de amigo mesmo, até de irmão (neste caso, com a garotada, de filho). Aprendi muito com eles e acho que ensinei também. Já temos nosso grupinho, não fechado, é claro, mas aproximados pelos mesmos ideais, propósito de vida, respeito à ética e aos valores humanos.
Nestes seis meses aprendi muito e mesmo com experiência prática de jornalismo a faculdade tem sido fundamental para mim. Hoje estou mais atento, responsável e coerente no que escrevo e falo em meu programa de rádio, tenho mais consistência em minhas entrevistas, e assim vai.
Aprendi nestes seis meses que estudar nunca é demais e descobri quanto tempo perdi.
Está valendo a pena.

Uma resposta para “ DIÁRIO DA FACULDADE ”

  1. cleverlan do Vale disse:

    Lembremos do chavão do saudoso Pe. Leandro: “Quem estuda? E nós: Se salva! Quem não estuda? Se condena!

    Que bom amigo Célio, que você esteja superando as dificuldades e conseguindo êxito em seus propósitos – Você só foi longe quando disse: Balada. Aí você pegou pesado! Lembra do tio da Sukita? Pois é! Você esta mais para um show dos RollinTones do que para uma festa rave.

    Perguntaram-me hoje o porquê só eu comento seus posts neste blog. Eu disse que havia dois outros bem melhores do que eu, mas que os silenciaram com investigações judiciais por usarem pseudônimos. Foi um direito legítimo de quem se sentiu ofendido, mas eu achava que a defesa teria de ser dentro deste espaço, resultado: Sumiram com Policarpo e Tonhão, deixando uma enorme lacuna neste blog.

    Continuo afirmando: Este blog recebe mais gente que qualquer reunião política de nossa cidade.

    Falando em política, sem comentários o Giro Debate de ontem, né Célio? O que o João Caixeta fez com o vereador Mariuzam mostra o quanto lhe falta equilíbrio e sensatez. O momento não cabia uma atitude daquelas! Graças a Deus só nos falta um ano, seis meses e oito dias para o término deste suplício.

    Sobre as dívidas ele disse que deixou somente R$ 62 mil. Provavelmente ele se esqueceu dos atrasos nos salários do funcionalismo e dos repasses obrigatórios do duodécimo da Câmara Municipal. Somente nestas duas pendências herdadas pela ex-prefeita Gilda Naves foram R$ 644.830,00. Acho que ele confundiu 60 com 600! Sem falar é claro nas inadimplências com o INSS, Saneago, fornecedores, previdência, que com elas, segundo levantamentos, ultrapassa em muito este valor e até o montante que ele nega – Estes documentos comprobatórios estão disponíveis nos balancetes da prefeitura e da Câmara Municipal. É ver para crer!

    Eu havia prometido não mais falar sobre as inações do Poder Executivo, pois é o povo quem lhes dará o veredicto nas Urnas. O papel de fiscalizar é genuinamente dos vereadores. Mas eu odeio mentira! Não consigo ficar calado! E já que o assunto gira em torno do que é público, que tornemos público o contraditório!

    Eu não me intimido com a ameaça de ter que pagar uma suposta condenação para quem me for designado - caso esteja equivocado nos números. Afinal, eu participei diretamente destas e outras negociações como Secretário Municipal de Administração.

    Eu não liguei na hora por não concordar com a forma da entrevista. Tinha que ser como na época da ex-prefeita Gilda Naves, ou seja, ao vivo. Esta maneira só quem leva vantagem é o entrevistado e nunca o ouvinte, que o diga o vereador Mariuzam!

    Quanto a falta de participação dos ouvintes e dos segmentos procurados, é um reflexo inequívoco da falta de credulidade no atual governo. Pergunta se faz a quem realiza e não a quem só promete”

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