Renan Calheiros vence mais uma. 49 a 28. Está livre da cassação.
Depois de renunciar a presidência do senado Renan está pensando em escrever um livro e conquistar uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Afinal, ele tem na manga cartas que o tornam imortal.
Este conteúdo foi publicado em Quarta, 5 de Dezembro de 2007 às 00:02 e está arquivado em Célio Silva. Você pode acompanhar quaisquer comentários a esta publicação através do RSS 2.0.
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7 de Dezembro de 2007 @ 09:49
A renúncia à Presidência do Senado não isenta o Senador de possível cassação ou de ser julgado nos demais outros processos, muito embora haja, segundo a imprensa, um ‘acordão’ que inclui governo e oposição, segundo o que, face à sua segunda absolvição no plenário, provocaria um efeito ‘cascata’ nos demais processos que tramitavam contra ele (Jornal ‘O Popular’, pág. 14, 06/12/07).
Miriam Leitão, no mesmo jornal e mesma data (pág. 20), comenta em sua coluna, que ‘o Senado se abastarda nos conchavos’. Ela discorre sistematicamente sobre a Mãe das batalhas, que é a educação. Vale a pena conferir.
No entanto, voltando ao Renan, convém analisar que sua renúncia em nada poderia absolvê-lo da acusação a que respondia, através de processo, pois o que estava sob julgamento não era a sua condição de Presidente do Senado, mas sim suas ações como Parlamentar (Senador) que, face à representação existente, havia faltado ao decoro. Pergunta-se: o afastar-se da Presidência supre a ausência do decoro que deveria ter como Parlamentar? - (lembrem-se episódio Mônica Velosso e seu rebento).
Portanto, estamos diante de um Senado cujo palco imortaliza cada decepção sentida pelo povo brasileiro.