Fidel Castro, 50 anos no poder em Cuba, renunciou hoje seu mandato. A ilha não é mais de Fidel. Leia
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19 de Fevereiro de 2008 @ 09:20
Que Cuba tenha um futuro melhor!
Acredito que Cuba avançará 100 anos no tempo.
19 de Fevereiro de 2008 @ 10:37
Ja vai tarde…
19 de Fevereiro de 2008 @ 13:58
As coisas mudam para que tudo continue do mesmo jeito.
19 de Fevereiro de 2008 @ 14:54
Mas lembremos: Quem continua no poder é o seu irmão Raul Castro.
19 de Fevereiro de 2008 @ 17:09
Aconselho a quem, por lacaismo aos Estados Unidos ou por falta de informação, que leiam a história de Cuba, desde que a ilha era uma colônia espanhola, para compreenderem melhor o por quê da necessidade de um governo revolucionário, que não desse chance ao imperialismo americano de se reestabelecer em seu antigo “protetorado”. Hasta la vitoria siempre, Comandante Fidel Castro!!!
19 de Fevereiro de 2008 @ 17:48
Será que alguém aí pensa que é mera coincidência que todos aqueles que vão contra os interesses americanos sejam tachados de ” ditadores”; enquanto aqueles que dizem “amém” aos imperialistas, ainda que sejam ditadores de fato, contem com o total apoio da Casa Branca? Vide Pervez Musharaf, no Paquistão.
Cuba teve que lutar muito para não ter seu território anexado aos Estados Unidos, como foram anexados amplos territórios do México, Havaí e até do Canadá.
Gente, vivemos num país que precisa deixar de repetir o que a Globo (e de resto todos os meios de comunicação) falam apenas para agradarem aos Estados Unidos, país que mantém um campo de concetração (Guantánamo) e perpetra a mais cruel guerra contra povos indefesos do mundo, matando milhares de civis. Assistam ao vídeo Loose Change 911, aí muita gente vai acordar e ver que os Estados Unidos não merece o mínimo de respeito. Não tenho nada contra o povo americano, mas seus governantes sempre foram o supra-sumo da estupidez internacional.
19 de Fevereiro de 2008 @ 18:46
Realmente é uma figura no mínimo polêmica, pois se por um lado é realmente um ditador de primeira extirpe, por outro ainda assim como ditador fez coisas por Cuba no mínimo dignas de lembrança principalmente nas áreas de Saúde e Educação.
Não quero aqui defendê-lo, mas nos gabamos de nossa democracia, porém dêem uma olhada para nossos Hospitais e Colégios Públicos. Aliás, há quantos anos lutamos por instalações dignas para o José Paschoal.
Quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre o sistema de saúde cubano indico o documentário do polêmico norte americano Michael Moore, Sicko, que faz uma breve comparação entre o sistema de saúde americano, cubano e inglês.
Atenção, não quero polemizar, muito menos defender o sistema ditatorial cubano, que só por matar jornalistas opositores já merece ser condenado, apenas defendo a idéia de que nossos líderes democráticos muitas vezes matam tanto ou mais quando surrupiam dinheiro do lanche das escolas, de remédios ou verbas de hospitais.
19 de Fevereiro de 2008 @ 19:01
Creio que Fidel Castro foi derrotado pelo tempo e sua saúde!!!! Eu acho que agora o poder esta nas mãos do parlamento, logico com um envolvimento direto dos USA. É espero que os USA ajude a essa sociedade ha voltar a ter sonhos e valores humanos. Ou se não uma renovação em todos as pequitos,
para que haja um inicio de crescimento e evolução para este país….
19 de Fevereiro de 2008 @ 19:38
lembremos que esta ilha, possui um dos melhores ensino e um dos melhores
serviços medicos do mundo (lea-se educaçao e saude das melhores para a populaçao)
E que tambem foi um dos unicos governos que nao se curvou ao imperialismo americano.
19 de Fevereiro de 2008 @ 22:12
Numca e tar para recomeçar!!!!!!
19 de Fevereiro de 2008 @ 22:13
Nunca e tarde para recomaçar!!!!!!!!!!!
20 de Fevereiro de 2008 @ 00:15
“Um dos maiores benefícios da revolução é que até as nossas prostitutas têm nível universitário”
Fidel ao diretor Oliver Stone, no documentário “Comandante” (2003)
20 de Fevereiro de 2008 @ 08:50
As prostitutas cubanas podem até ter nível universitário, mas continuam prostitutas.
E o que torna alguém um ditador não é o fato de ir contra os EUA, mas, sim, o de permanecer no poder por meio século, não permitindo eleições diretas, liberdade de imprensa e fuzilando opositores.
Algumas coisas não podem ser relativizadas. Liberdade de expressão é uma delas.
20 de Fevereiro de 2008 @ 10:30
Querem continuar chamando Fidel de ditador, tudo bem, está é uma posição medíocre, mas já foi tão difundida (Viva Goebels) que é difícil de reverter. Porém se acusam Fidel de fuzilar inimigos internos, deveriam tachar os Estados Unidos de ditador mundial, pois mandam fuzilar inimigos no mundo todo, sem julgamento; aterrorizam prisioneiros com cães, mantém na prisão de Guantánamo centenas de prisioneiros sem nenhuma acusação formal. treinam mercenários para provocar distúrbios em países que não se alinham automaticamente aos interesses americanos; invadem nações, baseados em mentiras; sustentam ditaduras de “amigos”, como foi na America Latina quase toda nos anos 60, 70 e 80.
Para os bobos e desinformados: é bom saber que na invasão da Baía dos Porcos, por bandidos treinados pela CIA, dos 1.500 invasores, 300 morreram em combate e 1.300 foram capturados e levados para julgamento em um estádio. Quando Fidel perguntou o que deveria fazer com os facínoras, o povo foi unânime: Paredón!! Paredón!! Paredón!! Mas Fidel, num gesto magnânimo, convenceu o povo e trocou os prisioneiros por remédios e alimentos. Este é o homem que alguns chamam de sanguinário.
Agora perguntem quem treinou os torturadores brasileiros? Quem violentava crianças e mulheres no Vietnan? Quem mandou matar Che Guevara? Quem jogou bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki? Quem exterminou as tribos indígenas de seus territórios? Quem faz pirataria da biodiversidade amazônica? Quem tem pretensões de dominação mundial, tal qual o nazismo? Quem trata os latinos como escória?
É muito ruim quando uma nação se agacha aos interessas de outra, mas é pios ainda quando cidadãos se portam como escravos de outro povo.
20 de Fevereiro de 2008 @ 11:37
Quem mandou matar “Che” Guevara fui eu. Mas naquela época eu era muito jovem e impulsivo. E, vocês sabem, ele fedia um bocado.
Ademais, justificar a truculência de um com a brutalidade do outro é que é medíocre.
Abraços.
20 de Fevereiro de 2008 @ 11:48
Outra coisa: criticar Fidel e sua “magnânima” ditadura NÃO significa, automaticamente, apoiar as ações dos EUA. Você não vai acreditar, sr. João Aquino Batista, mas é possível ser contrário a toda e qualquer forma de cerceamento da liberdade, a toda e qualquer prática violenta, seja ela praticada pelos EUA, pelos castristas, por traficantes cariocas ou pelo vizinho violento que espanca a mulher.
Trata-se de uma bobagem sem tamanho entender qualquer crítica à ditadura castrista como uma declaração de amor pelos EUA. Da mesma forma, criticar Lula não significa legitimar e elogiar o FHC, ou Itamar, ou Collor, ou Sarney.
Abraços.
20 de Fevereiro de 2008 @ 11:51
Desculpem a falha matemática, dos 1.500, 300 morreram e 1.200 foram capturados!
20 de Fevereiro de 2008 @ 12:07
Errata: eu chamei o ilustre debatedor de “você” e depois de “senhor”. Como não o conheço pessoalmente, nunca estudamos história juntos ou coisa que o valha, creio que o melhor seja chamá-lo apenas de “senhor”. Até porque respeitar aqueles que discordam de nós é um princípio democrático muito importante. Em algum momento, neste espaço ou em outro, posso não tê-lo seguido à risca. Mas, vocês sabem, eu era jovem e impulsivo.
20 de Fevereiro de 2008 @ 12:51
Conheço os dois debatedores, tenho profundo respeito pelos mesmos e este debate vai longe.
André, dispensa comentários, pois todos nós o conhecemos, e João Aquino é uma pessoa que lê muito, tem seus princípios e têm muitas características de André, começando pelo prazer da leitura e do preparo intelectual, vísivel em suas escritas.
Acredito que esta discordância, que é absolutamente natural, poderá futuramente torná-los bons amigos, pois embora o pouco que conheço do André pelas interpretações do saudoso amigo Aldair Aires; Aquino eu conheço de longos carnavais - É gente boa! tirando os defeitos é claro! Rsss
PS: Quem tá adorando o debate é o Policarpo Quaresma, vocês se lembram dele né? Pois é! Anda sumido o rapaz né?
André, pode chamá-lo de senhor mesmo, pois ele é mais velho que o rascunho da bíblia! Rsss
Abraços ao André e Aquino e peço-lhes: Continue debatendo intelectualmente, que nós, leitores, seremos contemplados.
Ainda serei o mediador da amizade desses dois, que embora estejam separados
muito preparado. Aconselho os dois a aprofundarem no assunto, pois
20 de Fevereiro de 2008 @ 12:57
Desconsiderem os dois últimos parágrafos … Tô ficando maluco … Rsss
20 de Fevereiro de 2008 @ 15:38
É interessante ressaltar que Fidel Castro é daquelas personagens que não passam incólumes. Basta citar o seu nome, que a controvérsia vem junta. A forma como ele instalou sua ditadura em Cuba foi romanticamente enaltecida e, para a época, até justificável, visto que os Estados Unidos certamente iriam agregar aquela ilha ao seu território.
Pena que ele se perdeu no tempo e na história. Daquele romântico socialista restou um chefe de estado sanguinário, que jamais titubeou em mandar para o “paredon” aqueles que se insurgiram contra o seu posicionamento.
A respeito dos bons índices apresentados nas áreas da saúde e da educação, tenho comigo que estas são somente as mais básicas obrigações do Estado e ninguém deveria se vangloriar por apresentá-las.
Agora, por outro lado, vejam: como é bom podermos debater esse e todos os outros assuntos publicados nesse blog… em Cuba isso é PROIBIDO!
Portanto, apenas em defesa da liberdade de expressão, acho que a renúncia de Fidel Castro já chegou tarde.
Ficar daqui, confortavelmente discutindo se é melhor viver sob o jugo de uma pessoa que não admite a controvérsia, ou optar pelo imperialismo americano, é muito simplista, porque não é isso que está em discussão. Não é esse o contraponto.
Que os EUA são tudo o que o missivista João Aquino Batista apontou, não tenho dúvidas; mas daí a defender a truculência de um estado totalitário que não respeita os direitos mínimos vai uma grande diferença.
A “saída” do Comandante em Chefe é apenas uma cortina de fumaça, no domingo o parlamento irá escolher o seu irmão, Raul, como novo chefe de estado e Fidel Castro assumirá o cargo de Secretário Geral do Partido Comunista, o que, na verdade, representa ser o líder do movimento político, se é que podemos denominar assim, que continuará no comando da Ilha de Fidel, ops… de Cuba.
20 de Fevereiro de 2008 @ 17:00
PELO QUE PUDE LER E OUVIR SOBRE FIDEL EM SEUS 49 ANOS DE DITADURA NÃO É MUITO DIFERENTE DE SADAM RUSSEM, STALIN, ENTRE OUTROS, POIS SEMPRE USOU TÁTICAS SEMELHANTES AOS DITADORES ACIMA CITADOS, ELIMINANDO SUMARIAMENTE SEUS OPOSITORES E TIRANDO DE SEU POVO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ASSIM COMO SADAM E BIM LADEM É UM OPOSITOR FERRENHO AO IMPERIALISMO AMERICANO. E POR CONTA DISSO SOFREU IMBARGOS COMERCIAIS DOS EUA DESDE 63. COMO DISSE O NOSSO PRESIDENTE QUE É SIPATIZANTE DE FIDEL ELE É UM MITO VIVO, PRA MIM O UNICO MITO VIVO SE CHAMA PELÉ E É BRASILEIRO.
20 de Fevereiro de 2008 @ 18:32
Parabéns pelo equilíbrio, meu caro Jayme Freitas. Discordo de você em muita coisa. A noção que temos de democracia, está amplamente superada, pois ainda temos a idéia de que a democracia política basta, enquanto os bolsões de miséria se multiplicam, com suas consequências: violência, fome, miséria, analfabetismo, desemprego, falta de perspectiva, doenças e mortalidade.
Cuba não tem um sistema político compreensível para quem sempre viveu essa “democracia”, onde alguns se contentam com o direito de falar o que pensam, geralmente confortavelmente instalados em suas salas climatizadas, enquanto milhares não têm direito à comida. A democracia cubana é humana. Lá os seres humanos e seu direito a um lugar para viver são mais importantes do que conceitos burgueses. Como em qualquer sistema de governo (por isso sou anarquista), também há o combate aos inimigos do Estado. Aqui no Brasil, isto se concretizou no assassinato de centenas de militantes de esquerda ou, atualmente, no descaso para com os miseráveis. Lá, pessoas que atentam contra a Revolução, são tratados como inimigos. Como em qualquer lugar do mundo, quem não concorda com as posições do governo é tratado como nocivo àquela determinada sociedade e é punido de acordo com os costumes locais. Portanto, colocar uma lupa sob a sociedade cubana e se esquecer que existem países com práticas muito piores, é tendencioso e imbecil.
A democracia é um conceito-baú-sem-fundo, que justifica as invasões imperialistas, bombardeios, espionagem, assassinatos, atentados, prisões e uma infinidade de atrocidades que não caberiam neste comentário.
Não sou e nem quero ser arauto da verdade, porém, discutir com pessoas ponderadas é muito melhor do que ficar batendo boca com ignorâncias satisfeitas consigos mesmas.
Certamente, Jayme, não o incluo entre esses e espero que você tenha lido um pouco sobre a colonização e a trajetória histórica de Cuba.
Em tempo: Para quem não sabe, Raul Castro foi comandante de um dos batalhões de guerrilheiros e lutou bravamente pela Revolução e pela expulsão dos parasitas da gloriosa Ilha.
20 de Fevereiro de 2008 @ 18:51
Não sei o que o André entende por liberdade, mas imagino que, neste mesmo momento, estejam morrendo milhares de pessoas livres, famintas e analfabetas em nossa democracia exemplar. A liberdade, para mim, é o ser poder se realizar enquanto ente dotado de razão, sem as amarras de sua época e das idiossincrasias sociais. É não ser obrigado a professar um deus inexistente, apenas pelos automatismos do costume.
Quanto ao lider mundial Fidel Castro, naturalmente, ele não precisa da nossa aprovação para entrar na história que, como ele mesmo disse, o absolverá das suas inevitáveis falhas, visto ser ele gente de carne e osso como todos nós.
Antes de querermos ensinar ao povo cubano como ele deve se portar de agora em diante, deveríamos fazer a necessária autocrítica do que nós mesmos queremos para o nosso país.
Vamos continuar a ser submissos ou vamos nos afirmar? Vamos produzir alimentos para o mundo, enquanto brasileiros passam fome ou vamos condiocionar a exportação ao atendimento do mercado interno? Vamos ser fornecedores de combustíveis alternativos para o mundo ou vamos preservar nossos biomas?
Enfim, vamos discutir o NOSSO PAÍS ou vamos nos pautar por aquilo que os idiotas americanos e seus lacaios internos querem que discutamos?
20 de Fevereiro de 2008 @ 20:00
O senhor João Aquino Batista me convenceu. A partir de hoje, vou me pautar por aquilo que os idiotas cubanos e seus lacaios internos querem que discutamos.
E não serei mais submisso. Vou me afirmar! Vou lutar contra o imperialismo norte-americano, que me empurrou goela abaixo coisas terríveis como a música de Duke Ellington, a literatura de William Faulkner e o cinema de Stanley Kubrick.
Vou torcer, não, vou lutar pela Revolução. Vou mandar para o esgoto essa nossa democracia que não passa de um conceito-baú-sem-fundo e pegar em armas. Amanhã logo cedo, armado com um exemplar de “O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social” e com a minha faca de churrasco, vou me enfurnar na Serra do Mar com os meus vizinhos (somente aqueles que não são bobos e desinformados) e instaurar a LUTA.
E quando a minha (nossa! nossa!) coluna revolucionária chegar a Anápolis, conto com o seu apoio irrestrito, meu caríssimo senhor João Aquino Batista. Até porque, o senhor sabe, se não nos apoiar, o “paredón” é logo ali…
Abraços revolucionários!
Agora, com licença, preciso engomar a minha farda.
20 de Fevereiro de 2008 @ 20:16
Errata: “E quando (…) chegar a Goiânia (…)”.
A não ser que o senhor prefira que a Revolução, em Goiás, comece pela sua cidade natal.
21 de Fevereiro de 2008 @ 08:43
Agora se trata de uma nova Convenção.
Jacobinos x Girondinos.
Tem razão Cleverlan, estou realmente adorando. É sempre bom aprender com os maiores.
Abraços
21 de Fevereiro de 2008 @ 09:08
Parece que o Adre ficou sem argumento e apelou.
21 de Fevereiro de 2008 @ 09:55
Na verdade, a questão é que a gente só debate quando há argumentos contra os quais argumentar.
Essa ladainha melodramática de que é muito fácil falar em liberdade de expressão em nossas salas climatizadas enquanto pessoas morrem de fome lá fora é um absurdo. Ele explicita aquela típica culpa de classe média, sabe? Além, é claro, dos lugares-comuns de costume.
Mas o que ele significa? Que a liberdade de expressão deve ser cassada até que ninguém mais esteja morrendo de fome? Que eu não posso mais sair de minha casa, ir até uma livraria e comprar um livro qualquer até que haja feijão para todos?
Mais do que isso: eu deixar de dizer o que penso vai impedir que alguém, em algum lugar, morra de fome?
O senhor João tece paralelos absurdos e constrói sua argumentação a partir de máximas encontradas na lixeira da história. Não satisfeito, apela para o maniqueísmo mais torpe (falar mal de Fidel = apoiar as desgraças perpetradas pelos EUA), relativiza o que não pode ser relativizado e sugere que nós entendemos a nossa democracia como algo perfeito, “exemplar”, o que, evidentemente, é ridículo.
A democracia brasileira, a exemplo de qualquer outra, obviamente não é perfeita ou “exemplar”. Mas é o mínimo para que começemos a superar a nossa “incivilização”, por assim dizer.
“Incivilização” que leva, por exemplo, um pai de família, aparentemente muito bem empregado, a tentar falar em nome daqueles que morrem de fome como se fosse um Betinho do século XXI. Se a sua postura permite esse tipo de discurso, como foi que eu nunca ouvi falar do senhor?
Imagino que o “imperialismo” tenha, até aqui, abafado a sua estrondosa “auto-afirmação”.
Agora, de uma vez por todas, o próximo!
21 de Fevereiro de 2008 @ 11:54
Tá esquentando! Tá esquentando! E vai melhorar! Senhoras e Senhores, este post será um dos mais interessantes do pedaço.
Abraço aos dois!
21 de Fevereiro de 2008 @ 12:13
Alhos com bugalhos,
O senhor João confunde alhos com bugalhos, pois em momento algum o André criticou o modelo cubano, se é que pode ser tratado assim, defendendo o americano ou qualquer outro que seja.
21 de Fevereiro de 2008 @ 12:18
Não entendi Policarpo. Quem seriam os Girondinos? Os que defendem el paredon ou os que criticam? rsrs
21 de Fevereiro de 2008 @ 12:32
Não o conheço, mas sei que você, André, se assim ele me permite tratá-lo, visto que sou um pouco mais idoso, é um grande poeta. Não é minha intenção participar de polêmicas artificiais, até por achar, francamente, que o líder e Comandante Fidel Castro está muito distante da nossa realidade e, infelizmente, devido ao se estado de saúde, não poderia se defender dos ataques injustificáveis que sofre, apenas por ter libertado seu povo do jugo do imperialismo. Erros, até nossas sumidades nacionais, como Lula, cometem e, muitas vezes, as circunstâncias não permitem aos governantes a realização de suas utopias. Algumas dessas utopias, continuaram a povoar o imaginário de todos aqueles que vislumbram, talvez num futuro distante, uma humanidade realmente livre, feliz e em condições de desfrutar todas as delícas estéticas e filosóficas que a vida pode proporcionar.
É assim, André, que sem querer nós somos guerrilheiros e compartilhamos da luta do cansado Comandante que, como eu, acredita na luta armada. Só que a arma agora tem de ser muito mais poderosa do que fuzis ou metralhadoras. Deve atingir o coração e as mentes, sem que machuquemos o corpo. A nova guerilha é a das idéias e nesta eu serei combatente, tanto quanto Fidel e Che tiveram, por questões históricas, de ser em Sierra Maestra.
Nesta grande “guerra”, felizmente, nem sempre há que ter um vencedor, mas sempre há de haver quem admita que precisa de novas munições para continuar combatendo.
Nessa batalha, não existem inimigos, apenas pessoas iguais, que precisam urgentemente de reforço em suas trincheiras.
Um abraço, humanamente amigo… a você André, ao Célio, ao Velan, ao Policarpo e a todos os que participam deste saudável debate.
21 de Fevereiro de 2008 @ 12:36
Dois erros: leia-se devido ao seu estado de saúde… e … a nova guerrilha…
21 de Fevereiro de 2008 @ 12:38
Belo gol, André!
21 de Fevereiro de 2008 @ 13:43
Qualquer coisa, estou por aqui.
Abraços a todos.
21 de Fevereiro de 2008 @ 16:47
Eu avisei que Fidel Castro era sinônimo de controvérsia…
21 de Fevereiro de 2008 @ 17:12
Andre so falta a voçe ter sido perseguido pelo regime pos 64, para voçe realmente saber os porques dos movimentos de esquerda.
Mas espero que com um pouco de maturidade a mais voçe sera um grande
pensador
teoricamente concordo com voçe mas na pratica quem viveu sua juventude
na epoca da ditadura tira o chapeu para o velho guerrilheiro.
21 de Fevereiro de 2008 @ 18:36
Brindo a amizade dos dois, que um dia, poderá ocorrer!
Abração André e Aquino!
21 de Fevereiro de 2008 @ 23:01
Ditadura é ditadura, Anivaldo, seja de esquerda ou de direita.
24 de Fevereiro de 2008 @ 19:38
Vou entrar nessa discussão sobre Fidel e sua ditadura. Concordo com a maioria dos debatedores, quando reconhecem que Fidel soube tirar proveito do seu posicionamento político, levando para sua ilha desenvolvimento, principalmente na área da saúde. Entretanto, ninguém consegue ficar no poder por quase meio século sem cometer erros ou ser conivente com eles. Por mais méritos que tenha Fidel, a história cubana, nesses quase 50 anos, registra centenas de prisões em razão de ideologia política e execuções sumárias. Isso também não há como negar. Na minha opinião, Fidel deveria ter renunciado há mais tempo. No mundo de hoje é inconcebível que um político faça um discurso de seis ou sete horas. Ninguém agüenta! Por outro lado, na maioria desses exaustivos dircursos, é provável que o próprio Fidel tenha se perdido inúmeras vezes. O venezuelano Hugo Chaves já começou a imitá-lo nos discursos quilométricos. Tomara que o Lula não siga pelo mesmo caminho. Se o Lula entrar nessa, nós veremos juízes brasileiros, aplicando como pena alternativa, nas suas condenações, que o réu seja obrigado a ouvir discursos de Sua Excelência. Concordo com o André quando diz que “ditadura é ditadura”. Se o Fidel mandou algumas centenas de compatriotas para o “paredon” apenas por que eles discordavam dele, não conseguirá justificar os meios (repressão violenta) para atingir os fins (manutenção do seu regime ditatorial). Não estou julgando Fidel, apenas fazendo uma constatação dos fatos que são públicos e notórios. O julgamento ficará a cargo de sua própria consciência. Para também não imitar Fidel na prolixidade, fico por aqui. Abraços a todos.
27 de Fevereiro de 2008 @ 00:31
Com o meu pai eu não discuto, não. Até porque concordo com ele!
Saudades, “seu” Pedro.
27 de Fevereiro de 2008 @ 09:48
Este foi o post mais foi o mais intelectual do pedaço. Daria um ótimo giro debate o assunto, tendo, André e Aquino como participantes. Depois, sairiam e iriam para um bar dar prosseguimento a literatura, que o que foi perceptível, é o forte dos dois. Menos Fidel é claro!
Parabéns aos dois e nesta partida, mesmo havendo inúmeros gols de placa e deixando o bairrismo de lado, o placar deu empate.
Parabéns aos dois debatedores!