Espaço Cultural, o retorno III
Silvânia precisa mesmo da volta do Espaço Cultural Juvenal Tavares. O presidente do Novo Palas, prof. Edmar Camilo Cotrim, disse em entrevista ao meu programa de rádio, que o local já tem agenda cheia até o final de dezembro.
Festivais de escolas, formaturas e palestras, entre outros
Mesmo com a reforma paliativa o local já vai abrigar várias atividades culturais e solenidades.
E até poucos dias estava servindo de morada para pombos.
13 de Novembro de 2008 @ 08:38
Passei rapidamente por Silvânia na terça-feira e não contive a curiosidade em dar uma olhada no que já fizeram com o Espaço. Esta totalmente higienizado; cadeiras limpas e conseguiram dar uma melhorada significativa lá. É lógico que resta muito, mas como bem diz o convite, lá já não é morada de pombos e nada contra a família das aves columbiformes; prefiro os cantores de nossa terra alegrando o nosso povo.
Parabéns ao Palas e principalmente a todos aqueles que se uniram em prol deste ideal. O destino é algo engraçado: O pai do Dil foi quem construiu aquele espaço e hoje, ele, é um dos principais incentivadores para a revitalização do local, que indubitavelmente será palco de belas apresentações.
Parabéns a todos os envolvidos direta e indiretamente!
16 de Novembro de 2008 @ 12:47
ESPAÇO JUVENAL TAVARES
Não poderia deixar de vir na reinauguração deste espaço de tanta importância para todos os Silvânienses. Ao entrar e vê-lo higienizado; com um painel muito criativo feito pelo talentoso amigo e meu braço direito e esquerdo em Goiânia Gabriel Godinho; uma decoração singela e criativa com discos de vinil dependurados no palco; pintura nova, enfim, ao ver aquele espaço que foi gradativamente sendo lotado, não posso deixar de dizer que senti um arrepio de imenso orgulho em termos - graças a Deus! - jovens tão determinados e combatentes. Vocês são vitoriosos! heróis! Agradecemos por este presente!
Edmar Camilo Cotrim – Dil, com poucas palavras iniciou a apresentação discorrendo sobre a trajetória daquela conquista e como disse: As imagens projetadas de todos os atos falaram por si. Por “coincidência”: Seu pai, Antônio Cotrim, foi quem construiu o espaço e agora, sob a regência do filho, reabre as portas do mesmo.
Este local não me reporta somente ao Cine Cristal e do Gordo do Cinema; mas também do Festival Primeira Chance; dos Festivais dos Colégios, onde lembro-me do meu irmão Rodney interpretando Castro Alves e o saudoso Pedro Costa, na mesma intensidade, se atrevendo a declamar sem nenhuma falha a imensa poesia “Navio Negreiro”. Como não lembrar da interpretação impecável da Mércia e da hoje Promotora de Justiça doutora Márcia, que deixavam os jurados com muita dificuldade na escolha. Quantas lágrimas de felicidade foram ali derramadas na entrega dos diplomas nas colações de grau. Quantas lembranças! Quantas saudades! Quantas!
Enfim, senti um misto de nostalgia que me reportava aos velhos tempos (não tão velhos assim … Rsss), onde não poderia deixar de recordar da figura enigmática e séria do nosso querido e saudoso Amadeus (nosso Conselheiro Tutelar da época), que sempre nos retirava da segunda sessão pela censura (e olha que elas hoje nossas crianças vêem na sessão da tarde). Para causar mais comoção aos presentes só faltou a apresentação do filme de inauguração do espaço: As Neves do Kilimanjaro, filme americano de 1952, estrelado por Gregory Peck, Ava Gardner, Torin Thatcher, Leo G. Carroll, Hildegard Knef, Susan Hayward. Mas creiam: Mas tudo foi perfeito!
Sentado ao lado do Dr. Rubens Vieira, não tivemos como não nos aprofundar ainda mais nas lembranças, tornando-se a noite mais aprazível. Aliás, em matéria de lembranças Rubens vê, sente e percebe o passado como se nele vivesse no hoje. ”Celeiro de Saudades” é um exemplo. Sentimos falta de mais lançamentos amigo!
Duas jovens me surpreenderam pelo fulgurante talento: Andréia e Alessandra. Irmãs que cantam e encantam pela simpatia e um timbre de voz superior a inúmeras cantoras de talento. Verdadeiras Divas da música!
A abertura do show nada mais justo que ter sido feito pela voz possante e ao mesmo tempo suave de nosso “velho” e querido amigo seresteiro Osmuldo Valoz – “CAFÉ”, que foi ovacionado na exata proporção de sua competência. As irmãs passarinho (Andréia e Alessandra) nos brindaram com canções de Maria Rita; Dolores Duran; homenagearam os 50 anos da Bossa Nova com canção de Tom Jobim; interpretaram majestosamente Luiz Gonzaga; encantaram-nos com uma das mais belas canções de Roberto Carlos – EU TE AMO; causou-me comoção com uma música da compositora e cantora Céu (brasileira indicada ao Grammy de Melhor Disco de Word Music Contemporâneo); O PINGADO (apelido que carinhosamente chamo Filipe - filho do Café) acompanhou com extrema maestria a belíssima canção “O Bêbado e o Equilibrista”, que todos conhecemos com a inesquecível voz de Elis Regina e composição de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza. Ao final, outra grande surpresa: Tiveram o “atrevimento” de dizer que era um coral improvisado, mas que por Deus! Senti-me ouvindo um show do Ray Conniff com a música Besame Mucho.
Não posso deixar de cobrar a presença no palco de vários outros cantores aqui da terra, que nem vou citar os nomes, pois são tantos! mas que por certo logo estarão nos causando frisson naquele palco. Fico imensamente feliz em saber que a agenda já esta cheia até dezembro.
Parabéns a todos vocês que acreditaram. Lutaram. Colocaram a mão na massa. Insistiram, persistiram e venceram. Gostaria de nominar cada um que foi chamado pelo Dil naquele palco onde não pude deixar de aplaudi-los de pé. Nada mais justo que uma salva de palmas com um tom especial:
DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL
DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL
DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL – DIL - DIL – DIL – DIL …
Parabéns!
18 de Novembro de 2008 @ 00:13
Concordo com você “Velan”. Que emoção! Quem não foi ou não pode ir, perdeu, com toda certeza, um senhor espetáculo. Andréia, Alessandra, Café (pai e filho), Ricardo, Zé Alistor, Danilo e o Coral, deram um show. Desculpem-me se omiti algum nome. Meu filho Cássio cantarolando perto de mim: “ela só quer, só pensa em namorar”, fez-me engolir a seco. Comentei com alguns amigos, após o evento, que até o cheirinho da pipoca que estava sendo estourada do lado de fora do Espaço Cultural, lembrou-me o antigo cinema. Lembrei-me da fila (quase sempre pequena) para comprar os ingressos para a os filmes da 1ª sessão, pois a segunda, geralmente, era para os maiores de idade (hoje a novela Malhação mostra muito mais “cenas calientes” do que as que não nos deixavam ver). Confesso que cheguei a olhar para cima, como se quisesse ver a luz do refletor que era projetada na tela. Vieram-me à mente, Seo Zé Pedro e sua lanterninha; a cara brava do Sr. Amadeus “pataca”; o Gordo (do cinema); o Mazaropi com o seu cabelo arrepiado de medo do capeta; os golpes e gritos do Bruce Lee… Valeu tudo! Parabéns ao PALAS em nome do grande Dil. Que outros eventos eventos sadios e profícuos aconteçam.
18 de Novembro de 2008 @ 13:51
Depois do comentário do Cleverlan fica quase nada a ser dito. Endosso cada palavra mas não posso deixar de enviar meus parabéns a todos do PALAS pela coragem. Gente assim é que faz a diferença. A noite de abertura foi ÓTIMA!!!! Agradável, amena, feliz… Não tenho as recordações dos naturais de Silvânia mas enxergo o que poderá acontecer no futuro: um local apropriado e um grupo determinado podem criar eventos que deixarão saudades e recordações para as novas gerações.
Dil, você é o leme e merece os louros; sua troupe é imbatível - merece também as glórias e estímulo para continuar nesta caminhada.
19 de Novembro de 2008 @ 12:53
Querida amiga Maria Viana e prezado Luzom, agradeço-lhes as gentis palavras e apenas digo que elas surgiram de uma emoção que esta muito longe do que escrevi.
Tenho um pensamento de Joseph Sugarman que sempre guardo comigo e que julgo oportuno ao acontecimento: “As grandes histórias de sucesso foram enviadas por pessoas que reconhecem um problema e o transformam em uma oportunidade.”
Grande abraço a todos e até o próximo encontro!
19 de Novembro de 2008 @ 12:54
Digo: LUZO
23 de Novembro de 2008 @ 18:51
Complementando as sensações:
É importante lembrar que este espaço nasceu de um movimento altruísta em prol da cultura silvaniense. Pouca gente sabe mas o saudoso Ivo Lenza foi uma das grandes figuras da velha Silvânia no campo da cultura, lazer e entretenimento. Podemos dizer que foi um Dil da sua época na cultura.
Ivo de Paiva Lenza sempre teve uma grande determinação, tanto no trabalho, quanto no trato com quem quer que seja. Sempre solicito, educação ilibada, porte que apenas no olhar poderíamos ver que ali se encontrava um homem de bem. É assim que sempre o verei. Vejo na Márcia, sua filha, o retrato fiel de seu pai.
O espaço Juvenal Tavares partiu de um ideal dele, que se prontificou a angariar fundos e com um livro de ouro saiu colhendo doações entre os amigos e como bem disse Dil: Deus sabe o quanto ele deve ter desembolsado. Quando sugeri a dona Gilda que desse o seu nome ao Museu Histórico de Silvânia, foi uma alegria enorme ao vê-la assinando o Decreto e que se Deus quiser haveremos de consumá-lo nesta gestão.
Vejo no exemplo dos jovens palassianos um exemplo similar, onde a determinação, coragem e meta deram o início em um local onde, indubitalvelmente teremos excelentes espetáculos.
Rendo homenagens a todos que colocaram a mão na massa e também na sujeira. Aplaudo a coordenação comedida, séria e honesta do Dil frente ao controle, às vezes impulsivos de alguns (isto eu pude perceber em uma reunião!) e acima de tudo, a vontade de terem um espaço diferenciado e que fuja um pouco do estilo monótono de uma cidade que já foi palco de grandes apresentações.
Conversando com a prefeita eleita, ouvi da mesma a garantia de uma parceria com esta turma de gigantes e fico feliz em saber que Silvânia poderá ter a sua cultura novamente valorizada.
Por mais que procurasse palavras, sempre estaria longe para conseguir dizer da emoção que senti na reabertura deste espaço que mesmo pequeno, agigantou-se pela sensibilidade ali exposta.
Contem comigo no que for preciso!