IPHAN anuncia restauração de estações ferroviárias em Vianópolis
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) anunciou que irá restaurar as três estações ferroviárias do município de Vianópolis. De acordo com a Arquiteta Milena Mighto, especialista restauração de monumentos e conjuntos históricos, o processo inicial para a restauração dos prédios já esta em andamento.
Segundo o Engenheiro da 14ª SR do IPHAN João Mariano Valadares, as restaurações dessas três estações estão orçadas no valor de R$ 300 mil.
O Prefeito Silvio do Maracujá relatou que a intenção do município é criar após a restauração e adequação da estação de Vianópolis, um museu histórico que abrigará peças e acervos fotográficos que retratam a história da criação de Vianópolis e o funcionamento da Estação Tavares, já para os povoados de Ponte Funda e Caraíba, a idéia original é a implantação de bibliotecas e tele-centros para uso dos moradores.
Além da estação ferroviária do centro de Vianópolis serão restauradas as estações dos povoados de Ponte Funda e Caraíba.
Enquanto isto em Silvânia a estação ferroviária está servido de moradia.
26 de Junho de 2009 @ 13:31
Parabéns ao Silvio e equipe!
Tenho certeza que projetos já devem ter sido encaminhados pelo Edmar para a revitalização de nossa estação.
27 de Junho de 2009 @ 00:28
O “Maracujá” começa a dar semente. Vianópolis merece. Nós também!
27 de Junho de 2009 @ 13:39
Que vergonha para os politicos de Silvânia,o prefeito de Vianópolis esta de parabéns,correu atrás e conseguiu tal proeza,O Silvio mostra que realmente preocupa com a qualidade de vida aí em Vianópolis,o contrario dos politicos aqui de Silvânia!!!
27 de Junho de 2009 @ 17:18
A Estação Ferroviária Caturama, situada na entrada da cidade, foi inaugurada em 3 de maio de 1930, com a presença do presidente do Estado, Alfredo Lopes de Moraes, e de grande massa popular. A Informação Goiana, revista editada no Rio de Janeiro pelos silvanienses Henrique Silva e Americano do Brasil, assim falava da Estação: “Caturama está colocada no alto do espigão que demanda Anápolis, a 5 quilômetros de Bonfim, que se avista em vale formoso, no qual se destaca a figura majestosa do Ginásio Anchieta, bela conquista do gênio empreendedor do bispo D. Emanuel. – Quem parar um momento em Caturama, para rápido exame da região, ficará deslumbrado com a beleza da paisagem descortinada por léguas infindáveis, mostrando todas a nuances da riqueza prodigiosa da terra goiana: aqui, o verde cetim das Campinas cheias de reses nédias; ali matas escuras de seiva, pontilhadas de árvores floridas; além, pitorescas vivendas campestres, que se vão modernizando – panorama das mais surpreendentes perspectivas. – O Dr. Alfredo de Moraes quis revelar todo o interesse que tem pelo prolongamento da estrada e foi pessoalmente efetuar a inauguração, acompanhado de todos os seus ilustres Auxiliares”.
O relato, por si só, dá uma dimensão do valor histórico do referido prédio. A velha estação era o movimentado ponto de chegada e de saída para quem visitava Bonfim. A Estrada de Ferro Goiás teve tamanha importância para a região que ela hoje é conhecida justamente por esse nome – Região da Estrada de Ferro –, e não foram poucas as cidades que se desenvolveram ao redor das estações construídas ao longo da linha.
A Estação recupera algo da tradição histórica de Silvânia, já que registra um importante período de desenvolvimento da região.
Fonte: www.silvaniense.com.br
27 de Junho de 2009 @ 22:04
Há tempos minha esposa, Andréa, que é Arquiteta e Urbanista, juntamente com o professor, jornalista e historiador Fávio Viegas (Badu), vem buscando o resgate do patrimônio histórico e cultural de Vianópolis. Juntamente com a ONG Arte, Cultura, Preservação e Vida, hoje presidida pelo Valdinor (Borbon), entraram em contato com o IPHAN, buscando a restauração das estações ferroviárias localizadas no município de Vianópolis, o que acabou surtindo efeito com o apoio do Prefeito Sílvio Pereira da Silva.
Participei, juntamente com as pessoas retro-nominadas, da reunião realizada na semana próxima passada com os representantes do IPHAN, ocorrida no gabinete do prefeito, para discutir a restauração das estações e a destinação que a elas será dada.
Foi dito em referido evento que será destinada a quantia de R$ 300.000,00 para a restauração das três estações ( o que não é muito, se bem analisado) e que a liberação dependerá do empenho do município, providenciado a documentação necessário. Espera-se, agora, que não seja de bom começo e mal fim, como fogo de palha.
28 de Junho de 2009 @ 16:17
Brilhante citação, Cleverlan. Contudo, valem as citações do Dr. Elson Gonçalves de Oliveira, in Elson Consultoria:
Parte I -
“A chegada da estrada de ferro
Em Goiás, durante o ciclo do ouro, as atividades econômicas se restringiam e se direcionavam quase que exclusivamente para a extração da preciosidade dourada. Passada a febre do ouro, no entanto, com o fechamento das minas, a população procurava ocupar-se de outros meios de produção de riqueza em busca da sobrevivência, dentre eles a agricultura, a pecuária e o comércio. Iniciava-se aí o efetivo interesse pela ocupação da terra, com novas frentes de negócio apresentando-se como alternativas. Mais tarde a opção de trabalho acabou ampliada e enriquecida com a construção da estrada de ferro cada vez mais próxima, que absorvia a mão-de-obra ociosa.
No ano de 1896 os trilhos da Estrada de Ferro Mogiana chegaram à cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro. Posteriormente o Governo Federal baixou o Decreto nº5.394, de 18 de outubro de 1904, determinando que o ponto inicial daquela que viria a ser a Estrada de Ferro Goiás seria a cidade de Araguari, e o seu terminal, a capital de Goiás, distante cerca de 480 quilômetros. A estrada foi criada pelo Decreto nº5.949, de 3 de março de 1906, do então presidente Rodrigues Alves.
Sem sombra de dúvida a chegada da estrada de ferro foi um marco decisivo na consolidação do Estado, porque veio facilitar o intercâmbio com os centros mais desenvolvidos. A sua presença em solo goiano foi o resultado de um grande esforço despendido por alguns representantes da classe política e intelectual da região, na época. O primeiro a apoiá-la foi Henrique Silva, que muitos anos depois foi homenageado com a mudança do nome de Bonfim para Silvânia; o segundo, Marechal Urbano Coelho de Gouveia; e o terceiro, Leopoldo de Bulhões, cujo nome foi escolhido para denominar a estação construída logo após a cidade de Bonfim, em sua homenagem 1.
A Estrada de Ferro Goiás saíra lentamente de Araguari, Minas Gerais, e em seu primeiro trecho chegou à ponte do Rio Paranaíba, na divisa dos Estados de Minas Gerais e Goiás, no ano de 1911, prosseguindo até a estação denominada Roncador, inaugurada em 1914. Foi um passo gigantesco para fomentar o progresso da região, pois viabilizava a comercialização dos diversos produtos de consumo vindos especialmente de São Paulo, para abastecer as inúmeras cidades que se formavam a custas da exploração aurícula já extinta.
O Porto do Rio Corumbá era o receptor das mercadorias que chegavam transportadas pelo trem de ferro. A travessia era feita de barco, através do rio. Do lado de cá, o armazém do Fróes encarregava-se de recebê-las e de despachá-las com destino às povoações das Antas, Jaraguá, Goiás, Morrinhos e Bonfim”.
28 de Junho de 2009 @ 16:18
Complemento: “in Elson Consultoria - Nossa História”.
29 de Junho de 2009 @ 15:17
Primeiramente, agradeço-lhe a complementação amigo Rubens. Graças a Deus existem pessoas iguais a você, Dr. Elson, Inacinho, Emílio, professor Edmar e tantos outros que ainda preocupam-se com nossa a nossa rica história.
Ao prezado promotor doutor Maurício, afirmo que não é tarefa fácil trabalharmos na consolidação de projetos culturais, que quase sempre partem de pessoas iguais a Andréa e o Badu, que indubitavelmente, amam sua terra e vêem a importância do resgate de sua história.
Quando secretário de Administração de Silvânia e em algumas férias realizei um levantamento no que restou do arquivo da prefeitura municipal de Silvânia e existem diversos documentos sobre o município de Vianópolis que julgo ser de interesse da ONG - Arte, Cultura, Preservação e Vida.
Caso haja interesse poderei enviar uma sinopse das leis e que as mesmas sejam escolhidas para que eu providencie cópias. Elas correspodem ao período de 1895 até o desmembramento do município ocorrido em 19 de agosto de 1948.
Cleverlan do Vale
E-mail: cleverlanvale@gmail.com.br
Telefone: (62) 8118.9280
29 de Junho de 2009 @ 15:31
Se depender do Prefeito Silvio, com certeza estas restaurações acontecerão, bem como outras obras que forem possiveis e se fizerem necessárias. O empenho do prefeito serve de inspiração para nós assessores diretos dele, com certeza Vianópolis merece isso e muito mais, porém, com a crise tudo está ficando muito dificil, só que nosso prefeito tem enfrentado tudo com muita serenidade e coerência demonstrado que sabe conduzir bem quando a situação é boa e também quando é ruim.
“Administrar quando se tem dinheiro é fácil, duro é administrar bem sem dinheiro e em meio a uma crise mundial”!
29 de Junho de 2009 @ 22:42
Cleverlan, agradecemos a gentileza de se prontificar em remeter-nos parte de nossa história. Tenho interesse, como morador de Vianópolis e como Promotor de Justiça, em ter acesso a este acervo histório. Peço, assim, que envie o material para o e-mail magebrim@mp.go.gov.br. De posse dele, buscarei providenciar o scaneamento das leis. Abraços.
30 de Junho de 2009 @ 12:29
ARRECADAÇÃO DO MUNICÍPIO VIANÓPOLIS
OBS: Sem repasse do ICMS, IPVA e Impostos e Taxas Municipais
JAN - 773.072,86
FEV - 698.220,12
MAR - 623.407,90
ABR - 1.099.355,98
MAI - 898.239,40
JUN - 811.526,82
Fonte Pesquisada:
SISBB - Sistema de informações Banco do Brasil
DAF - Distribuição de Arrecadação Federal
Fonte: https://www11.bb.com.br/site/daf/index.jsp
Obs: Imagine se o Silvio é alvejado abaixo da cintura? Pois é!
30 de Junho de 2009 @ 12:32
Parte II - “Elson Consultoria - Nossa História”:
“Os carreiros e os tropeiros”
Antes da chegada da estrada de ferro, esse trajeto era desenvolvido via carro de bois e no lombo de burros conduzidos pelos tropeiros. E a carga constituía-se principalmente de sal, arame, panela de ferro, caldeirão, querosene, tecidos e armarinhos. O sal abastecia a pecuária que, àquela altura, já se apresentava com crescimento satisfatório. O arame era utilizado na caracterização e no fechamento das propriedades particulares que se formavam.
Até então não havia cercas separando terras de ninguém, como também quase não existiam estradas. Era um “mundão sem fim”, como se acostumara dizer. Assim, durante o pouso, os bois eram vigiados através do sistema de “arrodeio” e “encosto”. Consistia em reunir os ruminantes nas proximidades do local do pouso, onde não houvessem pisado antes, às vezes à beira de um córrego ou uma restinga escolhida pelo faro do carreiro, onde eram pastoreados paciençosamente até que eles se fartassem da pastagem e fossem deitar para o descanso e a ruminação. De sorte que, quando dormiam e descansavam, e o dia começava a raiar, os bois vinham, induzidos ou por conta própria, de volta aos donos.
Os carreiros andavam sempre em turmas de cinco, seis carros de bois. Dormiam no chão, em camas improvisadas sobre couro cru e debaixo dos carros, muitas vezes em cima do lamaçal da chuva.
Os tropeiros gozavam de mais regalias. Transportavam tecidos e armarinhos dentro de bruacas de couro cru, de ótima proteção contra as chuvas. Cada um tropeiro tinha sob seu comando um lote de doze burros. Na frente ia a madrinha, uma mula ensinada, com bonito peitoral de guizos brilhantes que faziam muito barulho. O pouso se dava em fazendas, em locais protegidos com ranchos de palhas de buriti. E os burros, quando chegavam, já se encaminhavam direto para seus cochos, onde embornais cheios de milho debulhado lhes eram pendurados no pescoço e vestidos no seu focinho, para a merecida e premiada refeição”.
Parabéns à Andréa, “Badu” e “ONG Arte, Cultura, Preservação e Vida”, que, como citou o Dr. Maurício, hoje é presidida pelo Valdinor (Borbon).
Nesse percurso, fazia parte do itinerário o Pouso dos Carreiros, ou Pousada dos Carreiros, na cabeceira do córrego Veredas, que mais tarde viu nascer a cidade de Vianópolis, motivada pela chegada da E. F. Goiás.
Somente em 1921 foi construída a primeira estrada de rodagem destinada ao tráfego de veículos, no Estado, ligando a capital, Goiás, à Cabeceira da Vereda. Esse referencial ou serviu para a locação da Estação Tavares ou já fora determinado em função do projeto de expansão da estrada de ferro. A última alternativa parece a mais provável.
O trabalho na construção da ferrovia era árduo e penoso. Intempéries as mais diversificadas. Matas eram desbravadas, e pontes, erguidas. A realidade da absorção da mão-de-obra. Emprego à vista. E o avanço do progresso não cessava: dormentes cuidadosamente metrificados e colocados sob os trilhos de aço; locomotivas apitando cada vez mais próximo. A esperança de dias melhores…
Em solo goiano, os trabalhos ferroviários prosseguiam de maneira lenta, como, aliás, sempre fora a tônica da execução do projeto, dentro das limitações tecnológicas da época e da boa vontade do governo. E pelo projeto de construção, uma estação deveria ser implantada na fazenda Tavares, mais precisamente na Pousada dos Carreiros.
A notícia da construção da estação provocou uma corrida desenfreada para a migração, com gente chegando diariamente, à espera do início das obras. Antes mesmo que fosse definido o local da estação, a povoação já se erguia esperançosa e com vocação para o crescimento, através da iniciativa privada e pelas mãos de seus benfeitores. Em pouco tempo já eram contados os hotéis do Noronha e o do Sasse, assim como alguns vários ranchos de capim.
30 de Junho de 2009 @ 15:07
Prezado Promotor,
Encaminhei para o e-mail apresentado uma sinopse das leis correspondendo o período de 1893 até 1950.
Um abraço,
Cleverlan do Vale
2 de Julho de 2009 @ 15:31
Parabéns a todos que se empenham pela restauração. Espero que seja pra valer. Há anos atrás ouvi uma estória parecida em Silvânia mas deu em nada. Faço votos que em Vianópolis a coisa se concretize. Tudo que é feito pelo resgate da história merece aplauso.
2 de Julho de 2009 @ 20:22
Parte III “Elson Consultoria - Nossa História”
(…) “A Estação Tavares e o nascimento de Vianópolis
Em 1923 (ou 1924), enfim, chegou à propriedade dos Tavares o diretor da Estrada, Engenheiro Balduíno, que marcou o lugar onde a estação – que levou o nome de Estação Tavares – deveria ser construída.
Felismino de Souza Viana, homem sonhador, de muito prestígio e acostumado a acompanhar as investidas territoriais da ferrovia, adquiriu parte das terras ali nas imediações e oficializou o início do povoamento da cidade de Vianópolis, mediante o parcelamento do solo e a comercialização de lotes.
Contou Oscar Corrêa, um dos pioneiros do lugar, em artigo publicado no periódico Folha de Vianópolis, intitulado “Vianópolis – cidade que vi nascer” 2, ele que foi testemunha ocular do nascimento da Povoação Tavares, o seguinte fato:
“Em 1923, quando a ponta da linha da Estrada de Ferro Goiás estava em Caraíba, foi marcada a estação nesta localidade por prestígio do Cel. Felismino de Souza Viana e Dr. Balduíno, DD. Diretor da Estrada de Ferro.
Nessa ocasião chamava-se esse local: Cabeceira da Vereda ou Pouso de Carreiro, que pertencia a João Batista Mamede, onde o Cel. Felismino adquiriu dois alqueires de terra.
O Engenheiro Álvaro Paca, fazendo levantamento da cidade elaborou o loteamento, sendo que os lotes deveriam ser vendidos nos valores variados de 10 mil réis a 50 mil réis.
O primeiro a construir um rancho foi Dade, que montou uma pensão onde fornecia comida e quartos. Depois chegaram Benedito Bigode, Chico Bino, Antônio Negrinho e um sírio por nome Taufic, todos eles se localizaram onde é a atual casa do Sr. Natal Cotrim, Hotel Portugal e suas imediações.
Outros aventureiros foram também construindo casas de consignações e comissões. Dentre eles os Srs. Felismino Viana, instalando-se onde é o atual Colégio; Cecílio José Rassi, onde é o Bar Las Vegas; Fróes Irmãos onde é Daniel Mattos, e Minervino Silva.
Nessa época residíamos em Bonfim (Silvânia), mas como tínhamos terras aqui, deslocamo-nos de lá para fixarmos nova residência. Contava nessa ocasião com 15 anos e meu venerável e saudoso pai, Pedro Leão Corrêa, trouxe-nos para o trabalho e com bastante esforço e perseverança pudemos fazer paulatinamente uma boa situação financeira, embora vivendo humildemente em rancho de capim. Tempos agradáveis e saudosos.”
No ano seguinte foi inaugurada a nova estação, que inicialmente se denominou Estação Tavares, recebendo mais tarde o nome de Estação Vianópolis. Houve festa, bastante alegria e entusiasmo por parte dos pioneiros e da população presente. O número de habitantes já era surpreendente, para uma povoação que até então abrigava seus poucos moradores em modestos ranchos, cobertos com capim ou com folhas de bacuri.
Sabe-se que durante a construção da estrada de ferro as pontas de linha eram pontos atrativos para os comerciantes, prestadores de serviços e aventureiros de toda espécie. Vinham para ganhar a vida. E em diversas localidades essas chamadas “pontas de linha”, passada a euforia do momento, deixavam para trás a semente fértil de um virtuoso núcleo urbano. O caso de Vianópolis foi exemplo disso.
Pessoas há que fizeram fortuna com a construção da ferrovia, como o próprio Felismino de Souza Viana que perseguiu passo a passo o avanço da estrada, tendo sido um de seus maiores fornecedores de lenha para a alimentação das locomotivas, que eram movidas a vapor. Na Fazenda Tavares, tendo adquirido boa área de terras, ganhou muito dinheiro com a comercialização de lotes para construção de casas.
Entrementes, esse fato não lhe tira o reconhecimento de ser o fundador de Vianópolis, pelo contrário, não tivesse ele prestígio, tino comercial e coragem para investir, a Estação Tavares poderia ter sido uma daquelas várias que jamais conseguiram progredir ao longo da Estrada de Ferro 3.
9 de Setembro de 2009 @ 11:45
Exclareço que as Estações de ja estao sendo restauradas. A Inicio a de Caraiba e Ponte Funda. Que o projeto inicial para pedido das restaurações das mesmas, partiu da extinta SVC - Sociedade Vianopolina de Cultura, mais tarde, contou com o valoroso apoio dos Senhores Senador Marconi Perilo e Senadora Lucia Vãnia, no madato do Prefeito Silvio em 2004 o mesmo por muitas vezes esteve na sede da 15° Região em busca dessa liberação. O projeto ficou arquivado ate o inicio deste ano, quando eu e o senhor José Antonio - Sec do Meio Ambiente e o Prefeito Silvio mantivemos contato com o Senho Roberto Superintendente do IPHAN, retomou a ideia e colocou a locomotiva para funcionar. O Senhor Fabio Viegas, vem a anos lutando para que isso acontecesse, inclusive com manifestação publica e em jornais.
CONCLUSÃO: ESTE PROJETO, NAO TEM NOME DE A OU B, E SIM DE UMA COMUNIDADE QUE SE PREOCUPOU IMENSAMENTE COM O CONTEXTO CULTURAL E HISTÓRICO QUE ESSAS ESTAÇÕES TEM PARA NOSSA GENTE!
12 de Novembro de 2009 @ 23:33
parabes prefeito silvio easi qei sifais
14 de Março de 2010 @ 02:26
Navegando pela interneto, encontrei esse site, com notícias da minha querida cidade - Vianópolis. Nasci aí, em 1951, fiz primário, ginasial e só me mudei porque tinha que continuar os estudos. A estão ferroviária era o maior encanto da minha vida de criança e adolescente. Quando dava a “partida”, corríamos para ver o trem passar. Era emocionante aquele encontro diário na plataforma da estação, com os passageiros que se debruçavam nas janelas ou até se arriscavam a dar uma descidinha rápida. Até namoros começavam ali.
Tempos bons, aliás, maravilhosos.
Tenho muita saudade de tudo.